Split payment exige preparação das empresas

Joie de Vivre Monde

Novo modelo da Reforma Tributária muda a forma de recolhimento dos tributos e exige revisão dos processos financeiros e tecnológicos antes da implantação definitiva

A Reforma Tributária já começou a sair do papel e uma das mudanças que mais deve impactar a rotina das empresas é o chamado split payment, mecanismo que altera a forma como os tributos sobre o consumo serão recolhidos. Embora sua adoção inicial esteja prevista para ocorrer de forma gradual e facultativa entre empresas (B2B) a partir de 2027, especialistas alertam que a preparação deve começar agora, principalmente na adequação dos sistemas, dos processos internos e da gestão do fluxo de caixa.

Na prática, o split payment, ou “pagamento dividido”, faz com que o valor correspondente aos tributos seja separado automaticamente no momento em que o cliente realiza o pagamento. Em vez de todo o recurso entrar no caixa da empresa para posterior recolhimento dos impostos, a parcela destinada ao IBS e à CBS será direcionada diretamente aos cofres públicos, reduzindo a possibilidade de inadimplência tributária e acelerando a geração de créditos fiscais.

Para o contador e especialista em gestão tributária Danilo Fermino da Flow Contabilidade, a mudança representa uma verdadeira transformação cultural na administração financeira das empresas. “O split payment não é apenas uma alteração na forma de pagar impostos. Ele muda completamente a dinâmica do fluxo financeiro das organizações. Quem deixar para entender esse sistema apenas quando ele entrar em operação poderá enfrentar dificuldades de adaptação, principalmente em relação ao capital de giro e aos controles internos”, afirma.

Segundo Danilo, um dos maiores desafios será a integração entre os sistemas de gestão empresarial, emissão de documentos fiscais, instituições financeiras e plataformas de pagamento. Empresas que ainda operam com processos manuais ou pouco automatizados precisarão investir em tecnologia para garantir conformidade e evitar falhas operacionais. “A Reforma Tributária exige muito mais do que conhecimento fiscal. Ela exige processos bem estruturados, tecnologia integrada e informações confiáveis em tempo real. A contabilidade passa a ter um papel ainda mais estratégico dentro das empresas”, destaca.

Outro ponto que merece atenção é o planejamento financeiro. Como parte dos tributos deixará de permanecer temporariamente no caixa da empresa, muitos negócios precisarão revisar sua gestão de capital de giro e suas projeções de fluxo de caixa. Especialistas apontam que setores com margens reduzidas podem sentir mais rapidamente os efeitos dessa mudança, tornando indispensável um planejamento antecipado.

Apesar dos desafios, o novo modelo também promete benefícios importantes para o ambiente de negócios. A expectativa do governo é reduzir fraudes, diminuir a sonegação, simplificar a utilização dos créditos tributários e aumentar a transparência das operações. A implementação ocorrerá de forma escalonada justamente para permitir que empresas, sistemas financeiros e administrações tributárias realizem os ajustes necessários antes da obrigatoriedade do modelo.

Para Danilo Fermino, o momento é de informação e planejamento. “A empresa que começar a se preparar agora terá uma transição muito mais tranquila. A Reforma Tributária não deve ser encarada apenas como uma obrigação legal, mas como uma oportunidade para modernizar processos, aumentar a eficiência da gestão e tornar o negócio mais competitivo no longo prazo.”

Serviço: Flow Contabilidade Digital
Danilo Fermino, Contador CRC PR 078065/O-2
(41) 99970-0881 | @danilofermino
danilo@orconsil.com.br
www.flowcontabilidadedigital.com.br

(Fotos: Arquivo Pessoal / Web)

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